5 hábitos validados pela ciência para uma saúde mental melhor em 2026

O ano começou e que tal começar a cuidar mais da saúde mental? 

 

Dados de relatórios da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostraram que em 2025, mais de um bilhão de pessoas no mundo vivem com problemas de saúde mental. E considerando a situação emergente, a campanha Janeiro Branco tem como objetivo conscientizar a população para os cuidados com a mente.

 

Em entrevista à Folha de São Paulo, o psicólogo Leonardo Abrahão, criador do movimento, disse que o ano que se inicia é uma oportunidade para reflexão e aprendizado de que a saúde mental é uma construção diária que deve ser olhada por todos. 

 

Para completar, nos últimos anos, diversos estudos científicos têm mostrado que hábitos básicos, como sono, atividade física, alimentação saudável e vínculos sociais são importantes não só para prevenir o adoecimento mental, mas também para ajudar no tratamento. 

 

Confira a seguir alguns hábitos que podem ajudar nos cuidados com a saúde mental.

 

Movimente o corpo

 

O ditado “mente sã, corpo são” é verdade. Ainda na entrevista à Folha de São Paulo, Leonardo Abrahão disse que a prática de atividade física melhora o humor, a ansiedade, a energia e cognição. 

 

Já o psiquiatra Arthur H. Danila, coordenador do Programa de Mudança de Hábito e Estudo Vida do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, disse que algumas análises mostram que movimentar o corpo por 15 minutos seria uma meta de dose mínima para ajudar na saúde mental. 

 

Ainda de acordo com o profissional, o ideal é traçar uma meta de exercícios, por exemplo, começar caminhando dez minutos por dia e depois evoluindo para dois pilares: exercícios aeróbico leve e moderado e treino de força pelo menos duas vezes na semana.

 

Mantenha uma alimentação equilibrada

 

Segundo Arthur Danila, intervenções alimentares têm mostrado efeito tanto na depressão quanto na ansiedade. Por isso, é necessário ter um estilo de alimentação saudável, por exemplo, comer mais vegetais, frutas, leguminosas, grãos integrais, azeite e oleaginosas, peixes. 

 

Entretanto, o psiquiatra destaca que é importante ter equilíbrio e não transformar alimentação saudável em dieta restritiva. Ele recomenda primeiro adicionar mais alimentos “bons”, em vez de proibir todos os “ruins”. 

 

Importância da qualidade do sono

 

O sono irregular afeta a ansiedade, humor, além de deixar as pessoas mais irritadas. 

 

"Na prática, os ajustes simples que mais funcionam costumam ser os que organizam o ritmo do corpo, como acordar em horário mais estável, buscar luz natural pela manhã, reduzir cafeína no fim do dia, diminuir telas e estímulos intensos perto da hora de dormir e criar um ritual curto de desaceleração", disse Leonardo Abrahão.

 

Troque as telas por hobbies manuais

 

Além de atrapalhar o sono, o uso excessivo de telas pode desregular o emocional. Se a pessoa não consegue largar o celular isso acaba gerando ansiedade e se comparar muito com o que vê na internet, talvez a pessoa esteja apresentando sinais de dependência. 

 

É necessário desconectar para melhorar o bem-estar e o estresse. Por isso, tire as notificações não essenciais, definir um tempo para usar as redes sociais, não levar o celular para a cama antes de dormir, e trocar a rolagem de telas por ações mais ativas, como mandar mensagem ou telefonar. 

 

E nos tempos livres, busque algum hobbie, por exemplo, troque um instrumento, desenhe, colorir. 

 

Fortalece suas relações pessoais 

 

Um relatório da OMS de 2025 mostrou que uma em cada seis pessoas no mundo sofre de solidão, o que acaba afetando a saúde mental.

 

Ainda na entrevista, Abrahão afirma que "a solidão e o isolamento estão associados a piores desfechos de saúde. Vínculo não é extra, vínculo é condição de saúde." Para que a solidão deixe de ser uma epidemia, os especialistas recomendam valorizar o encontro, alimentando vínculos pessoais com intencionalidade.

 

Para finalizar, os especialistas dizem que existe um limite de ação para a saúde mental. E caso os sintomas se tornem persistentes e intensos, é necessário buscar ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra. 

 

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Fonte: Folha de São Paulo