Esta é uma pequena contribuição sobre os impactos espirituais da pornografia. Felizmente, aqui o leitor não vai encontrar pontos de vista moralistas.
Através de uma perspectiva espírita, a proposta é refletir de maneira racional sobre esse tema, ainda palco de ampla controvérsia. Em uma premissa espírita, o que pode ocorrer quando alguém acessa vídeos pornográficos com frequência?
A concepção sociocultural vigente se constitui através da busca insaciável pelo prazer. Nessa perspectiva, o orgasmo é uma rápida descarga, na qual as afetividades são deixadas de lado. Esse olhar prioriza o êxtase sexual a qualquer custo, desprivilegiando a grandiosidade das etapas, a fim de chegar o mais breve possível ao ápice. Essa aceleração, bastante comum nos acessos a pornografia, leva a desequilíbrios de ordem espiritual e física. Somos convidados pelo Espiritismo a refletir na viciação sexual enquanto fonte de existências infelizes. Em Vida e Sexo (1970), obra psicografada por Chico Xavier e ditada pelo Espírito Emmanuel, aprendemos a valorizar as manifestações afetivas voltadas ao amor e a busca responsável pela satisfação sexual. Por sua vez, conhecemos em Sexo e Obsessão (2002), psicografia de Divaldo Franco, ditada pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, os descaminhos da banalização da sexualidade, entre eles, a atração de espíritos adoecidos e angustiados, os quais se conectam as pessoas, levando-as a processos de dolorosos parasitismos espirituais.
A sexualidade edificada sob as bases sólidas da responsabilidade afetiva promove o adiantamento ético da criatura humana. Por outro lado, o exagero conduz ao desequilíbrio e ao fracasso. O convite, tanto para o vício, quanto para a virtude, se apresenta. Temos liberdade para escolher.
Armando Januário dos Santos é Trabalhador da Luz, Mestre em Psicologia, Psicólogo (CRP 03/20912) e Palestrante. Contato: (71) 98108-4943 (WhatsApp).






