A Reencarnação é uma Aventura – Parte 3

Edson Figueiredo de Abreu

1/12/2026

Casos de crianças com memórias espontâneas de suas vidas passadas

Este artigo é uma continuação da abordagem que fiz nos artigos “A Reencarnação é uma Aventura – Parte 1”. Caso você ainda não tenha lido este primeiro artigo, sugiro que o faça antes de ler este, pois, aí sim, você terá uma noção completa sobre a reencarnação ser, de fato, uma aventura. Aliás, por sinal, uma belíssima aventura para o espírito!!

 

No artigo anterior, levantamos a hipótese de que o espírito reencarnante leva um determinado tempo para assumir definitivamente o novo corpo físico, e que, durante um período, na fase da infância, a criança pode ter lembranças espontâneas de vidas passadas. 

 

Esta questão das lembranças espontâneas pode ser comprovada por estudos científicos do Dr. Ian Stevenson, que é ex-chefe da Divisão de Parapsicologia do Departamento de Psiquiatria da Universidade de Virginia – EUA (livro: 20 Casos Sugestivos de Reencarnação) e do Dr. Jim B. Tucker que é Professor de Psiquiatria e Ciências Neurocomportamentais também da Universidade de Virginia (livro: Vida antes da Vida), além da pesquisadora Carol Bowman que é americana da Filadélfia (livros: Crianças e suas Vidas Passadas e O Amor me Trouxe de Volta). 

 

Porém, os dois casos a seguir, foram narrados pela Dra Helen Wambach no livro Recordando Vidas Passadas, citado na parte 2 do artigo anterior, são eles:

 

1) Peter, o menino hiperativo. Peter era um menino de 5 anos e portador de hiperatividade. Nos testes psicológicos, andava agitado de um lado para outro, não se concentrava em nada e não gastava mais do que 10 segundos com cada brinquedo. Conseguem imaginar a situação? Hiperatividade e 10 segundos com cada brinquedo? Meu Deus!!

 

Peter, no entanto, diminuía muito sua ansiedade somente quando permitiam que ele falasse de sua vida de policial novato, coisa que os pais acreditavam ser fantasia. Ficava horas falando de como gostava de jogar basquete, fumar e dirigir o tráfego. Desde os 3 anos ele mencionava estes fatos com muita convicção e, quando falava no assunto, fazia os gestos característicos de um guarda dirigindo o trânsito. Infelizmente, a médica não soube dizer o que ocorreu com o Peter posteriormente, porque os pais não mais o levaram para a terapia. Você, que está lendo este artigo, o que acha? Lembrança de vida passada ou fantasia infantil?

 

2) Linda, a menina autista. Linda era uma menina, também com 5 anos, que apresentava aparentes sintomas de autismo. Tinha um olhar hostil, não brincava com outras crianças, não falava com ninguém e não aceitava, em hipótese alguma, que a tocassem. Quando na terapia, não aceitava contato com a médica e ficava o tempo todo do horário da consulta debaixo de uma mesa, porém, lendo em voz alta um livro da médica ou fazendo cálculos matemáticos numa mini lousa que lhe providenciaram. Linda já sabia ler e calcular sem que ninguém a tivesse ensinado. Os próprios pais não sabiam explicar isso.

 

Demorou três semanas para um primeiro contato com a médica via um telefone de brinquedo e, a partir daí, passaram a brincar juntas com massas de modelar, porém, os diálogos e o modo de falar não eram próprios de uma criança, mas de um ser adulto. Por fim, foram necessários dez meses de terapia para uma mudança completa no quadro. Sem saber direito o que ocorreu, a médica relata que um dia a Linda chegou no consultório, olhou bem para ela e disse: - eu sou o Pinóquio e você é a fada azul – isso em alusão a fada que dá vida ao boneco na estória de Pinóquio. Desse dia em diante, Linda perdeu suas habilidades de leitura e cálculos e passou a se comportar como uma criança normal para a sua idade. O que pensar desse caso, hein?!

 

Já, o caso a seguir, foi narrado pela pesquisadora Carol Bowman no seu livro O Amor me Trouxe de Volta, publicado em 2001. Este livro é interessante pois relata situações de reencarnes de avôs que voltaram como bisnetos, irmãos como primos e avós como filhas etc. Enfim, espíritos que voltaram a viver na mesma família, inclusive alguns abortados antes, são eles:

 

3) Brittany, o Irmão da mãe reencarnado. O caso foi exposto por uma avó durante um seminário sobre crianças e suas vidas passadas promovido pela pesquisadora:

 

Brittany é minha neta.  Quando tinha três anos, ela telefonou para minha casa e deixou uma mensagem na secretária eletrônica: “Venha, vovó! Eu e mamãe brigamos.” Liguei para Karen, minha filha, e perguntei:  O que houve? Brittany ligou e deixou um recado na secretária eletrônica.”  Karen disse: “Tem certeza? Ela não sabe discar.”  Então toquei a mensagem para que minha filha ouvisse.  Karen então riu sem poder acreditar e depois me disse para ir imediatamente à sua casa.

 

Assim que cheguei, perguntei a Brittany o que havia acontecido. Ela subiu no meu colo e choramingou: “ A mamãe não lembra de quando eu estava na sua barriga, vovó.”  Dirigindo-se a mim,  Karen falou: “Já tentei explicar a Brittany que eu sou sua filha e ela é minha filha e que cresceu na minha barriga, e não na sua.” 

 

Brittany ouviu com paciência a explicação da mãe e, então, declarou: “Não, antes disso eu estava na barriga da vovó com você, mamãe. Eu não fiquei porque não queria ser um menino.”   Meu corpo se arrepiou todo.  Karen saiu correndo do quarto, chorando. Nós duas sabíamos que, quando eu estava grávida, Karen tinha um irmão gêmeo que morreu em meu útero, aos sete meses de gravidez.

 

Alguns minutos depois, minha filha voltou, ainda enxugando as lágrimas.  Abraçou Brittany e em seguida me abraçou, dizendo: Isso é tão maravilhoso. Não posso acreditar. Depois de todos esses anos, reencontrei meu irmão gêmeo.”     

 

E este caso, o que pensar? Aparentemente a opção do sexo é um tema muito sério para o espírito inseguro e despreparado. De qualquer forma,  há neste caso um vasto campo de discussão aos espíritas sobre as escolhas das provas etc.

 

Paramos por aqui para não alongar demais o artigo, porém, encerraremos esta sequência de artigos sobre a “reencarnação ser uma aventura” na parte 4, onde traremos mais alguns casos de crianças e suas lembranças espontâneas de vida passadas. Até lá!!