A Reencarnação é uma Aventura – Parte 2

Edson Figueiredo de Abreu

12/29/2025

Dando continuidade no nosso estudo sobre reencarnação e as bases estudadas em Kardec no artigo anterior, complemento com um magnífico trabalho de pesquisa - extra espírita -, realizado pela Dra Helen Wambach (médica americana PHD doutora em Psicologia Clínica em Nova Jersey) que durante 20 anos pesquisou mais de 1.400 pessoas, através da TVP (Terapia de Vidas Passadas). 

 

Este trabalho está detalhado no livro Recordando Vidas Passadas, que foi publicado em 1.978 e, para suas conclusões, a Dra Wambach realizou em média 20 regressões por pessoa, totalizando em torno de 28.000 vidas pesquisadas e estudadas. Por tratar-se de um estudo científico, a pesquisa da Dra. Wambach foi montada com base nas seguintes perguntas básicas, que eram, então, formuladas e respondidas pela pessoa depois que ela regredia – via hipnose - a um período anterior ao do seu nascimento na atual vida: 

 

1) Foi sua a decisão de nascer?

 

2) Alguém o ajudou a decidir? Em caso positivo, qual o seu relacionamento com a pessoa?

 

3) Como você se sente ante a perspectiva de viver esta próxima existência?

 

4) Há alguma razão pela qual você tenha escolhido nascer neste período?

 

5) Foi você que escolheu seu sexo? Se foi, por que você decidiu ser homem (ou mulher)?

 

6) Qual o seu principal objetivo nesta vida?

 

 

7) Caso você tenha conhecido seus pais em alguma existência anterior, que tipo de relacionamento tiveram?

 

 

8) Concentre-se no feto. Você sente que está dentro dele, ou fora? Ou entrando e saindo? Em que momento sua consciência passa a funcionar no feto?

 

9) Você tem consciência das atitudes e sentimentos de sua mãe pouco antes de você nascer?

 

 

10) O que você sentiu ao emergir do canal do nascimento?

 

 

Você leitor, reparou como as perguntas são interessantes e como podem trazer luz ao assunto reencarnação, além de contribuir para os estudos espiritas? Eu diria mais, veremos a seguir que as conclusões que a Dra Wambach chegou, ajudam a desmistificar muitas ideias equivocadas existentes no Espiritismo à Brasileira, principalmente nas questões de reencarnes compulsórios ou castigos divinos, ou ainda para quitações de dívidas, remissão de pecados etc. Além de confirmar a ideia principal espírita de que o reencarne visa o progresso do espírito.  

 

Vamos a um resumo das principais conclusões:

 

a) Das vidas pesquisadas, 49,4% eram mulheres e 50,6% homens (aqui demonstra um certo equilíbrio entre as necessidades de aprendizado do espírito vivendo como homem ou mulher;

 

b) Nenhum declarou sentir que o verdadeiro “ser interior” fosse masculino ou feminino (aqui fica demonstrado que o espírito não possui sexo definido e pode reencarnar ora num corpo ou noutro sem maiores problemas, como descrito nas questões 200 e 201 do Livro dos Espíritos);

 

c) 90% declaram que morrer não era ruim, mas reencarnar sim (aqui uma quebra de paradigma quanto ao sofrimento do espírito após a morte, existência de umbral etc.), também confirma que nós espíritos fazemos escolhas antes de reencarnar ( conforme questões 258 a 273 do Livro dos Espíritos – A Escolha das Provas);

 

d) 68% declaravam-se relutantes, tensos ou resignados ante a possibilidade de nova existência (informação interessante sobre a insegurança do espírito diante de um novo reencarne e as incertezas que daí advirão);

 

e) 81% disseram que eles próprios decidiram renascer, já 19% não lembraram (aqui mais uma confirmação da escolha prévia feita pelo espírito);

 

f) 87% declararam haver conhecido pais, parentes e amigos em uma outra vida (aqui a confirmação espírita das afinidades espirituais e compromissos de auxílios mútuos);

 

g) 18% dos pacientes disseram ter vindo para esta existência para aprender a amar. Neste sentido, muitos declaram que a prioridade era aprender a relacionar-se com os outros e “amar sem ser exigente e possessivo” (interessante, não?);

 

h) Ainda sobre a escolha do sexo, temos: “escolhi vir como mulher porque elas são mais amorosas, expressivas e ligadas em si mesmas”; “escolhi ser homem, porque no sexo oposto nas minhas existências anteriores levei vidas miseráveis e sofridas”; “vim para aprender a combinar emoções masculinas e femininas para desenvolver o controle sobre elas, o “amor e a força do caráter”;

 

i) Houve unanimidade em rejeitar qualquer intenção de aumento da riqueza, status e de poder (isso corrobora mais uma vez que o espírito escolhe as situações visando seu progresso espiritual e não o material, pois isso seria incoerente);

 

j) Em relação ao ingresso no corpo físico, o recém-nascido sente-se segregado, reduzido e solitário, em comparação com o estado espiritual anterior (aqui especulamos que esse sentimento se dá, principalmente, pelo corte do cordão umbilical e o início da entrada do espírito na nova vida física).

 

Finalizando este artigo, convido você, leitor, a analisar o conteúdo aqui exposto e concluir comigo se a reencarnação é ou não uma aventura?! Uma grande aventura do espírito!!